O Homem, é uma mistura quase homogênea de cansaço, sofrimento e dor. Mas é quase mesmo, como se no meio do processo aquilo que o misturava de repente houvesse se cansado.
Todo dia o Homem cumpre um ritual. O trajeto até o templo, seu mundo na sacola. Senta no mesmo lugar, todas as vezes.
Todo dia.
Numa repetição eterna, essa sinfonia da vida é um disco riscado que pula sobre um mesmo trecho infinitas vezes.
Desafinada.
O Homem chama a atenção por cheirar mal, as pessoas o desviam. Um download de arquivo corrompido, um Malware inócuo. Um jovem sempre repara nele, "Porra, de novo?". Não se sabe o que se deteriora mais rápido, se é o Homem ou se é o ambiente que cuida ser perpétuo.
Uma efêmera permanência metafórica de uma cena que se reproduz todos os dias, em cada um de nós.
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