escritos, poesias, contos, crônicas, diálogos, pensamentos, desabafos! Devaneios em seu geral
quinta-feira, 16 de março de 2023
Run Joker, Run!
Brasileiro, paulista de Piracicaba. 36 anos. Tem como hobby a fotografia e a escrita. Amante de conversas aleatórias sobre as aleatoriedades da vida. Odiante das coisas forçadas e empurradas com a barriga.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
Pedro foi
Era um daqueles dias ensolarados comuns, em que ele não queria saber de nada. Nem ele nem ninguém na mesma idade até então. Só queria soltar pipa. A vida se resumia à esses intervalos de tempo em que ninguém percebia, mas era como a areia que escorre entre os dedos. E ainda é. Grande pequeno homem, não percebeu quando de repente se viu adulto e contas não paravam de chegar. Se lembrou do dia que estivera na escola, no último dia de aula e disse pros amigos “sentiremos saudade disso aqui”, que riram e caçoaram da cara dele. Pois bem todos sentiam, e as lembranças faziam parte da prece diária do ritmo frenético entre casa-trabalho-faculdade que enfrentava já alguns anos e tinha a leve sensação de que seria para todo o sempre. Sentia que vivia mais no metrô do que na própria casa. Sempre recebendo um hóspede novo de tempos em tempos, e que logo se tornava habitual depois de um ou dois dias. Essas viagens longas, ainda que não fossem viagens no sentido de lazer, sempre o faziam refletir. Hoje, se lembrou do dia em que era criança e de como sentiu medo, com os amigos provocando um boi jogando pedrinhas no lombo do animal. Atrás, a cerca toda emaranhada de arames farpados, quase indistinguível do mato alto do terreno. Á frente, um enorme pasto que se tornava minúsculo frente à imponência do boi. Deu risada, que chamou a atenção de uma senhora sentada a sua frente. “Certeza que me acha doido. Mas... quem não?”. Os alto-falantes chiam e por eles sai uma voz de timbre grave, feminina: “... Próxima estação: Jabaquara...” e Pedro segue o rito: suspira, olha as horas no relógio de pulso, e pensa “Bora, vai...”
Brasileiro, paulista de Piracicaba. 36 anos. Tem como hobby a fotografia e a escrita. Amante de conversas aleatórias sobre as aleatoriedades da vida. Odiante das coisas forçadas e empurradas com a barriga.
domingo, 1 de janeiro de 2023
Feliz Ano Novo!!!
Brasileiro, paulista de Piracicaba. 36 anos. Tem como hobby a fotografia e a escrita. Amante de conversas aleatórias sobre as aleatoriedades da vida. Odiante das coisas forçadas e empurradas com a barriga.
terça-feira, 13 de dezembro de 2022
![]() |
Quando somos tomados por notícias trágicas, cada indivíduo reage de uma forma pessoal, cada um com sua sensibilidade, cada qual com a sua empatia. Quanto mais perto da nossa convivência diária (tanto geograficamente, como afetivamente) for o fato trágico, mais tendemos a nos sensibilizar, mais seremos por ela afetados. E é justamente isso que a autora faz conosco, que numa narrativa não linear, nos apresenta histórias de diversas famílias que tiveram suas vidas transformadas de tal forma que é impossível se dissociá-las do evento. Não só das 242 vítimas fatais, mas de seus familiares, as equipes de resgate, corpo de bombeiros, os médicos, enfim, toda uma comunidade.
Arbex nos mostra como uma cadeia de negligências cometidas por diversas pessoas, órgãos e entidades somaram uma estrutura propícia para o desastre, uma ramificações de acontecimentos que no funcionaram como um efeito dominó. Todo dia a mesma noite relata um dos mais trágicos episódios ocorridos em território nacional do qual não podemos nos esquecer jamais.
Brasileiro, paulista de Piracicaba. 36 anos. Tem como hobby a fotografia e a escrita. Amante de conversas aleatórias sobre as aleatoriedades da vida. Odiante das coisas forçadas e empurradas com a barriga.
terça-feira, 6 de dezembro de 2022
Um poema escrito no dia 13/11/2022, num acesso de inspiração qualquer. O título, se foi.
Certa como flecha, era uma brecha na fissura da figura imponente. Crente de sua ira, a fúria a consumia noite e dia, noite e dia...
Não podia desde então, dizer que não ligava, fazer que não sentia. Simplesmente não podia. Cansada de fingir, era só questão de tempo, lento como o passar do dia o alento viria.
E veio! Cheio daquela paz que traz consigo um sopro de tranquilidade, um fio de esperança em meio ao caos da cidade.
Brasileiro, paulista de Piracicaba. 36 anos. Tem como hobby a fotografia e a escrita. Amante de conversas aleatórias sobre as aleatoriedades da vida. Odiante das coisas forçadas e empurradas com a barriga.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
É, é um blog...
E o que seria um blog se não um mural onde colocamos diversas coisas, desde lamentações até conteúdo estritamente técnico? Na verdade, isso nos leva à uma reflexão mais profunda do termo “expressar”. E a ideia de criar esse blog surgiu da mais pura e simples necessidade da escrita. Do exercício da junção das palavras e também por que não do exercício da liberdade de expressão, análise e reflexão de tudo o que nos rodeia e afeta direta ou indiretamente. Pois bem, meus caros leitores: O ano é 2022, ano de eleição, ano de Copa do Mundo de futebol e o mês é Dezembro. O país enfrenta um período de pós-eleição marcado por manifestações contrárias ao resultado das urnas, e o mundo assiste à uma Copa sediada em um país com cultura e costumes muito diferente dos países ocidentais. Os canais de televisão dão lugar às plataformas de Streaming, e as redes sociais fazem o papel de microfone particular de cada indivíduo indivisível nesse oceano extenso que é a Internet.
Brasileiro, paulista de Piracicaba. 36 anos. Tem como hobby a fotografia e a escrita. Amante de conversas aleatórias sobre as aleatoriedades da vida. Odiante das coisas forçadas e empurradas com a barriga.
